Ego aliado a preguiça e inveja com uma pitada de ignorância
Fui eu comprar o meu almoço no restaurante aqui perto de casa e lá tinha uma mulher muito gorda compra a sua comida, que por sinal não era nada saudável, mas isso não é o mais importante, o que mais chamava a atenção nela apesar do seu exorbitante tamanho era o discurso dela.
Falando para um senhor que também era gordinho que tava colocando salada no seu prato porque segundo ele comendo aquilo ele poderia ter uma chance de emagrecer ela disse que as pessoas deveriam aproveitar mais a vida, comendo mais, fumando mais e bebendo mais bebidas alcoólicas pois muitas pessoas “não curtem suas vidas” e perdem muito tempo cuidando dos seus corpos e “fechando a boca para tudo no mundo” não aproveitando nada a vida. Todos ali na hora ficaram calados e ninguém concordou com o seu magnífico pensamento, mas quando ela saiu, todos foram rapidamente emendando que não concordavam de jeito nenhum com o que ela disse.
Eu não falei nada, fiquei só escutando o que ela dizia com o meu pensamento gritando “QUANTA IGNORÂNCIA PRA UMA PESSOA SÓ!!!”.
Mas apesar de ser um episódo bem inusitado isso serve pra ilustrar uma situação que ocorre com mais frequência do que agente imagina nas nossas vidas. Muitas pessoas fazem uma mistura de ego com preguiça e inveja, não tendo a capacidade de assumir que está errada, ou não assume que acha de verdade que X ou Y é melhor ou pior tudo por causa do ego; preguiça porque não quer sair da merda; inveja porque queria ser como o que ela critica duramente mas não tem competência pra chegar a isso e ignorância (nesse caso) porque se ela mesmo parasse um segundo pra escutar o que ela tava falando ela veria que ela estava fazendo o papel de uma grande idiota.
Ou alguém concorda que devemos aproveitar a vida comendo mais, bebendo mais e fumando mais? Eu não concordo! hehehe
Senhor comercial da Itaucard
Outro ótimo comercial que tá rolando na televisão. O da Itaucard. Um comercial bem legal, não perfeito, mas muito bem feito. Fizeram o Dan Stulbach fazer umas senhoras acrobacias mesmo não tendo cara de quem consegue fazer isso. Mas é lógico que não é ele tá fazendo e é aí que mora a graça do comercial, sem falar que a proposta dele em si tá muito bem encaixada no contexto. Você tem a vontade. Nós temos o cartão.
Veja:
Ah sim, a musiquinha é fenômenal também e ela não pode passar despercebida. O nome dela pelo que eu vi é Scatman John: Scatman.
Aí um vídeo de um vídeo qualquer com a música.
Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop
Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop
Comercial "Rala que Rola" da Nike é magnífico
Ultimamente vendo esporadicamente uns jogos Europeus eu sempre vejo esse magnífico comercial da Nike. “Rala que Rola”. Veja:
A câmera é controlada de uma forma muito real, dá pra se sentir na pele do jogador em questão.
Nota 10! Comercial perfeito!
Não é que o Wii também serve até para a Vovó?
Realmente o Wii é o videogame para a família inteira, do moleque a vovó e hoje eu pude confirmar isso com os meus próprios olhos.
Hoje eu acordei e vi a minha vó maravilhada com um reportagem que estava passando no Mais Você, e de que essa reportagem se tratava? O revolucionário Wii! Isso mesmo ela estava empolgada com uma matéria de videogame, coisa impossível até um tempo atrás, pois ela já assistiu várias outras reportagens sobre games nesses programas e nunca se interessou sobre.
Pior, ela se interessou em adquirir um!! Olha isso!! Minha vó, 65 anos de idade!!
E mais um vez a gente fala o óbvio, a Nintendo acertou em cheio com o Wii dentro da sua proposta.
Neste exato momento minha vó está muito empolgada com esse videogame, soltando frases:
“Fiquei gamada naquele video game”. hehehe
Hoje em Dia passa a se chamar Hoje em caso Isabella
É triste ter que aguentar esse Hoje em Dia.
Definitivamente o pessoal envolvido com esse programa é muito preguiçoso. Eles não querem mais fazer matérias. É assim: quando tem algo, uma pontinha de nada sobre o caso Isabella, eles fazem parecer que é uma coisa totalmente inédita que vai mudar totalmente o rumo da investigação e ficam o programa inteiro falando daquilo.
Me lembro que quando teve aquele acidente daquele buraco nas construções do metrô de São Paulo a Record inteira, em especial o Hoje em dia (claro!) não parava de falar nesse buraco dando informação repetidas a exaustão isso durante muito tempo. Agora fazem a mesma coisa com a tragédia da menina.
Engraçado é o Brito Júnior parando muitas vezes uma matéria qualquer (coisa rara) para passar uma “informação” QUE AS VEZES NEM TINHA SIDO CONFIRMADA ainda. Mas segundo o apresentador chato do Hoje em Dia o programa tem compromisso direto com a informação, como se no Brasil só houvesse o caso Isabella de informação importante, os políticos na maior lambança em Brasília, entre outros, não são mais informações relevantes perante a magnitude desse caso.
Quando o caso Isabella esfria um pouco eles tratam de dar uma requentada chamando os “especialistas” pra ficarem o programa todo dando seus pitacos, mas quando não tem jeito e o caso não consegue mais dar ibope naquele momento que eles tanto querem eles vêm com umas coisas idiotas é bem emuladas de outros programas, como agora, que tá passando o “Concurso de dança do Hoje em Dia”, um lixo, e pelo visto vai ficar nisso o programa inteiro, ou então aquele “Donos do Jogo” ou outra idiotice que são bem fáceis de fazer não exigindo um pouco de trabalho da equipe.
Antigamente o programa era cheio de boas matérias sem falar na informação que realmente o programa prestava, agora eles tão prestando um serviço de preguiçoso bem chatinho, tá cada dia mais raro as reportagens legais nesse programa, todo dia tem um negócio idiota pra consumir o tempo inteiro do programa quando o assunto não é Isabella.
Vai mal esse programa e o pior é que ele mantém um bom número no Ibope, também, nos outros canais só passam desenhos e programas de mais baixa qualidade ainda, ou seja, falta de opção total na televisão aberta.
Vai um Wi (escrevi certo) aí?
Folheando a revista do Comprafácil que chegou junto com o roteador wireless, olha o que eu encontro.
Sim, se não bastasse a Dynacon fazer o super Dynvision eles fazem o super-master-hiper WI!!!
Detalhe é que o controle do outro console (a direita) é uma cópia descarada do controle do PS one. Eita falta de criatividade!
Review do Vostro 1000
Como eu prometi estou postando a resenha do notebook Dell Vostro 1000, o meu novo presente.
Antes uma breve introdução sobre o porque da aquisição desta máquina, onde agora mesmo vos escrevo.
Bem, o meu desktop não anda muito bem das pernas e como apareceu a oportunidade de adquirir um novo PC, comecei a estudar o que eu poderia fazer. Eu tinha duas alternativas sendo elas: comprar um notebook ou um PC possante. No início cogitei a compra de um novo PC bem possante, que rodasse bem Crysis, pois o preço de um notebook básico vale um bom PC (sem monitor), mas como eu sempre tive vontade de ter um PC que sempre estivesse disponível (tenho que compartilhar com o meu irmão) pra mim eu não poderia me desfazer deste aqui uma vez que eu ia ter que ceder o meu monitor para o novo computador, inutilizando o meu atual desk e se eu comprasse um monitor novo para o novo PC eu teria problemas porque nessa casa mal cabe os pobre habitantes, imagine um outro PC, já que eu não daria cabo do meu atual que mesmo funcionando mal, aos trancos e barrancos, tá funcionando eu decidi comprar um notebook.
Vamos a resenha.
As configurações dele:
Processador AMD Athlon 64 X2 TK-57 (1.9GHz 512k L2)
2 GB (2×1GB) de memória ram 667 Mhz Dual-Channel
HD de 120GB 5200 rpm
ATI Express 1150 com 128mb compartilhado e mais 128mb (também compartilhado em HyperMemory, ou seja, caso necessite ele vai pegar mais memória)
Combo leitor e gravador de CD e leitor de DVD
Bateria de 4 células
Windows XP Home Edition original
1 ano de garantia padrão da Dell
Essa máquina eu consegui tirar por um ótimo preço, R$2282 já com o frete, dei muita sorte pois ele tava na promoção, hoje se você for montar a mesma configuração, se não me engano neste momento você tira esta mesma configuração por R$2544 sem frete (o frete da Dell é caro, acima de R$100), ou seja consegui um descontinho legal na promoção.
Felizmente não tive os famosos problemas de atrasos nas datas com a Dell que muitas pessoas relatam, o meu foi produzido rapidamente, remitido tão quanto e entregue dentro do prazo (mais eu fiquei emcima da transportadora direto :-P).
Quando ele chegou a primeira coisa que eu fiz foi tira ele da caixa (duh!). Olhando ele você percebe que ele não é lá o notebook mais bonito do mundo, mas dá para sentir firmeza nele, o LCD tem o seu fecho bem rígido e parece que não vai ficar molengo tão cedo.
Ligando ele você tem o final de uma instalação do Windows, onde ele pede o seu nome, horária atual, se aciona o firewall do Windows e por aí vai, depois de alguns minutos você tá dentro do sistema pronto para o uso.
Esse é o meu primeiro notebook, a primeira coisa que eu estranhei foi o teclado, ele é muito fino, parece papel, o feedback dele é fraco, mas pelo menos se tem algo. Ele passa uma certa fragilidade, mas isso deve ser em qualquer notebook. Eu ainda tenho que me acostumar com esse teclado pois como eu estou muito acostumado com teclados mais pesados eu fico até com pena de digitar aqui. Ele é silencioso, mas o barulhinho que ele faz, mesmo que quase inaudível me incomoda, mas todos os outros teclados de notebooks devem fazer este mesmo barulho, a não ser o dos Macs.
Por enquanto estou sem Wi-Fi porque o site Comprafacil.com está me fazendo o favor de funcionar que nem uma tartaruga manca e está demorando muito pra entregar o roteador wi-fi, então por enquanto internet só no desk. Eu até que tentei conectar em algumas redes Wi-Fi sem proteção, mas não consegui.
O Vosto 1000 é pesado, o meu tá com a bateria de 4 células, e ele é bem pesado. Eu sempre pensei que o peso de notebooks era uma história dramática contada pelos seus donos, mas agora eu vejo que é verdade, muito tempo com ele na mochila não deve ser algo muito confortável pra coluna, mas como o meu vai ficar mais como um desktop replacement isso não é problema pra mim.
Agora mesmo eu estou usando ele no colo e ele não esquentou muito a ponto de ficar insuportável, mas é porque eu estou escrevendo um texto, aí o processador se comparta e não esquenta tanto, se tivesse jogando com certeza ficaria bem mais quente, mas algo suportável mesmo que os ovos comecem a fritar.
Ele é muito silencioso, você não escuta um ruído se quer, ao contrário de uns positivo que eu já vi que só falta levantar vôo. Mesmo jogando ele continua muito silencioso, a única ocasião que ele faz barulho, e muito pouco ainda, e lendo ou gravando um CD ou DVD.
Uma coisa que eu tive muito medo foi o fato dele ter uma placa de vídeo onboard e relativamente antiga. Lendo alguns reviews na net eu pensei que ele não ia rodar nenhum jogo satisfatoriamente, nem o meu querido CS 1.6, mas felizmente ele rodou, e muito bem diga-se de passagem, mas não só o CS, também rodou Warcraft III FT tudo no máximo, na resolução máxima e muito rápido. Rodou The Sims 2 a 1024×768 tudo no médio sem AA bem, rodou também CSS tudo no low a 1200×800 bem também, mas definitivamente esse notebook não foi feito para jogos pesados, dá pra quebrar um galho, mas definitivamente ele não foi feito para jogos. Ele fez 1400 e poucos pontos no 3DMark 03.
O processador Athlon X2 faz o seu trabalho muito bem, ele é muito rápido nas tarefas básicas e mais avançadas, a memória com boa frequência e dual-channel também ajuda. Editar um vídeo é uma tarefa prazerosa aqui, coisa que no meu desk não é (usando o Sony Vegas 7.0).
A tela eu devo confessar, como esse modelo é mais economico eles não dão a opção de você colocar a tecnologia True Life no monitor. No início eu pensei que isso era só uma tecnologia marqueteira, mas não é. O True Life da Dell (outras empresas chamam de XBRITE, Bright View e por aí vai) dá um contraste maior para o monitor fazendo as imagens ficarem mais vivas, sem, o monitor fica meio estranho, fica com um contraste realmente incomodo. As cores são tristes e fracas e não passam muita fidelidade, a interface do Windows fica com uma cor levemente diferente do que você pode estar acostumando no seu desktop, mesmo não havendo nenhuma modificação. Agora só me resta acostumar com isso. Ele tem resolução de 1200×800, uma resolução boa e espaçosa pra trabalhar com imagens, mesmo que os outros fatores não ajudem. Os ângulos de visão não me agradaram muito, mas isso é o de menos. O Brilho da tela é suficientemente bom.
Em suma, se você tem um pouco mais de dinheiro opte pela linha inspiron que é mais bonita e parece ter algumas coisinhas a mais, caso não vá de Vostro 1000. No inicio eu tava namorando um Vostro 1400 que é muito melhor, mais também é muito mais caro.
Pontos positivos:
Preço bem em conta pra as configurações que ele pode oferecer
Bom desempenho em todas as tarefas com exceção de jogos
Acabamento resistente
Não esquenta muito e quase não faz barulho.
Pontos negativos:
Muito grande e pesado
Tela com contraste fraco que não passa fidelidade nas cores.
Placa de vídeo com memória compartilhada.
De volta, de verdade e pra valer!
Olá pessoal!
Vou voltar a escrever para vocês minhas pequenas crianças (técnica: ÊBA!!).
Eu sei! Já falei isso umas quatro vezes e depois abandonei o blog, mas dessa vez podem deixar que não vai acontecer de novo e eu explico porque.
Para os que não sabem eu tenho um irmão e graças a ele eu sempre tive que compartilhar o computador, graças a isso eu nunca tive um computador “só pra mim”, mas felizmente isso mudou. Recentemente eu ganhei um rox Dell Vostro 1000 e graças a isso eu e o meu irmão agora temos um notebook e um desktop. Agora sempre que eu tiver um idéia para um post eu vou poder ir logo para um dos computadores e escrever na hora em que a minha mente tá vomitando o post.
Graças a isso eu espero que o volume de postagens aumente, pois o fato de compartilhar o computador sempre foi um dos maiores empecilhos para manter o blog ativo por um longo tempo.
Sim! Eu sei que você tá pouco se lixando se este blog, que por enquanto nem tem nenhum público, vai voltar ou ir embora de vez, mas eu não posso deixar de postar a minha volta.
Agora eu acho que esse blog vai começar de verdade.
Inclusive eu vou postar uma resenha do Vostro 1000, que por sinal é um bom notebook.
Frets on Fire: o meu Vício
Bem. Eu gosto de música que tenham guitarra. Amo e admiro de mais uma guitarra! Quando estou escutando músicas e muito comum ver eu tocando a minha Gibson Imaginary SG.
Mas a um tempo atrás eu achei um jogo que me tirou um pouco do mundo maluco da guitarra imaginária. O Frets on Fire. Ele nada mais é que um clone livre do bem sucedido Guitar Hero, jogo do PS2, XBOX 360, Wii e PC onde você toca com uma guitarrinha de brinquedo muito maneirinha!
Nele basicamente você tenta acertar as notas que vão descendo ou vindo (depende da sua interpretação) em um “board”, para acertar as notas você precisa apertar o botão correspondente a nota, no meu caso: “,1,2,3,4 e palhetar a nota, no meu caso: apertar o Enter ou Shift. E assim o som da guitarra vai saindo de acordo com os acertos das “notas”.
Esse está sendo atualmente o meu vicio. Toda hora eu estou perdendo um tempinho jogando esse jogo fenomenal. Com o meu teclado velho em cima do gabinete, eu tô sempre “ready” pra tocar uma The Trooper da vida!
É isso! Se você se interessou acesse: http://fretsonfire.sourceforge.net/
Procure no Trackers de Torrent por Guitar Hero Songs Frets on Fire e consiga todas as músicas do Guitar Hero pra Frets, assim você vai ter todas as músicas do GH que são bem feitas pra caramba, onde a guitarra para de sair quando você erra as notas.
Vale a pena. Pra que gosta de guitarra esse jogo é um prato cheio. Pena que quebra o teclado porque há algumas músicas que tem muitas notas seqüenciadas. Se você tiver um velhinho aí, ele já tem utilidade, porque usar o seu teclado padrão pode não ser um boa idéia.
Toque o seu teclado assim:
Ah escola! Vá em paz!
Os meus anos letivos acabaram e disso eu posso com facilidade exprimir um texto.
Na minha vida acontece um fato muito curioso. Eu simplesmente não me lembro de quase nada do passado, questão de seis anos atrás, muitas poucas coisas são lembradas, rostos, nomes, lugares, etc são pequenos fragmentos que ainda vivem na minha memória. Isso até que pode ser considerado normal, afinal na sociedade moderna a gente tem que sempre ta
reciclando as nossas mentes, as nossas idéias e com isso a gente acaba perdendo muito da nossa memória.
O problema é que acontecimentos, que na minha opinião são as melhores lembranças que você pode guardar são raríssimas na minha cabeça, logo eu pouco me lembro de acontecimentos da sétima série pra baixo. Sintetizando em poucas palavras: parece que a minha vida racional começou a partir dos 13 anos ou algo em torno disso, quando digo vida racional, digo uma vida onde os acontecimentos ficam realmente gravados na sua memória.
Porém, a partir daí foi só alegria, na escola eu aprendi muitas coisas, sejam elas pra vida, ou seja, elas acadêmicas. Eu sempre fui um aluno muito burrinho, meu raciocínio até um ano atrás era extremamente fraco, hoje eu posso dizer que ele melhorou muito. Até o primeiro ano eu era um analfabeto, não funcional, pois em nenhum momento eu assinei um termo dando a minha alma pro diabo (xD) , mas quando o assunto era escrever eu cometia erros. Acentuação, vírgulas e afins era só quando eu queria e na base do achismo. Vale lembrar também o meu antigo vocabulário minúsculo da época.
Aí quando eu vim para o Rio de Janeiro, tive logo a oportunidade de me conectar ao mundo da Internet, o que poderia ser um desgraça total na minha vida me bestializando por completo de uma vez graças aos “encantos” (se é que se pode chamar assim) das linguagens e modos miguxês, não! Ao contrário, isso foi a minha salvação. Misteriosamente eu comecei a procurar escrever corretamente no MSN e no Orkut e desde de então foi só uma questão de reaprender a escrever e ler um pouco mais. O pretexto para essas leituras até hoje é a tecnologia.
Eu posso dizer que eu tive cinco anos letivos certos (2003-2007), onde eu sei que aconteceu alguma coisa, o resto é uma obscuridade na minha mente. Só sei que a escola onde eu estudei ainda está lá.
Ah sim, uma coisa eu posso afirmar com certeza: ou eu era muito burro ou essa escola onde eu estudei até a sexta ou sétima série não sabia (ou não sabe) ensinar, porque eles simplesmente não me derem base alguma em português e matemática, por causa disso eu levei bastante porrada no ensino médio. Por isso eu deixo aqui o meu aviso pra qualquer pai que queira ver o filho se dando bem na escola, na vida e nos vestibulares aí. Verifique se o seu filho está construindo (juntamente com a escola) uma base sólida nessas duas matérias. Elas vão ser de extrema utilidade na vida deles e é muito importante essa base ser muito sólida.
Quando eu comecei o meu ensino médio logo senti o baque da diferença de atitude dos professores, eles tinham uma outra abordagem, mais direta e sempre focando vestibular, mesmo que de uma forma muito fraquinha pro meu gosto, mas sempre focando. No meu primeiro ano, éramos quase 50 alunos com hormônios saindo pelo nariz (em alguns casos de gripe era outra coisa). Os professores não conseguiam falar, a bagunça imperava, os alunos só queriam saber de zoar e o grande problema disso é que eu estava no meio também, ainda que muito timidamente (afinal um novato) eu acabava participando da sacanagem também, foi ali que eu montei um quarteto de amigos (que futuramente se transformaria em um trio) e nessa época era só chumbo nas notas. Matemática era foi a grande vilã, me levou para a prova final (uma prova antes da recuperação que dependendo das suas notas você pode ou não fazer), mas eu consegui passar dela. E assim se encerrou esse primeiro ano. Com nada mais, nada menos que (se não me engano) 26 reprovações diretas. Vocês podem até não ter noção do que é isso porque não estudaram ou não estudam onde eu estudei. Na minha ex-escola é muito difícil você reprovar direto. Tem que não querer nada com a vida pra reprovar direto, e pra uma turma ter 26 reprovações isso só mostrava que a situação ali tava “punk”.
De qualquer forma, no ano seguinte eu cheguei ao meu segundo ano. Um ano muito mais calmo graças ao filtro que se passou no primeiro ano, ali estava uma galera que aparentemente estava mais interessada na vida e assim esse ano passou. Teve muita zoação também e aprender, eu aprendi muito pouco, mas foi nesse ano que eu deixei a timidez um pouco mais de lado e me tornei um dos palhaços da turma, eu não fico ofendido com a alcunha, ao contrário, em uma turma sem palhaços não há heróis (noFFa!). Esse ano foi relativamente apagado dentre os três anos, passou sem muitos pontos marcantes, mas foi legal. Química e Português naquela vez me derrubaram, português eu consegui passar mais pra frente, mas química me prendeu até o segundo nível de provas. Foi nesse ano que eu aprendi a odiar Química e Física.
Depois eu cheguei ao terceiro. Esse sem dúvida foi um ano muito intenso, não comparável ao primeiro, onde alguns picos de euforia da turma quase me mataram de tanto rir e eu não estou exagerando. Esse ano foi tranqüilo em relação a problemas. Tive alguns atritos com algumas pessoas, mas nada pra se levar pra vida. Nesse ano eu conheci poucas pessoas novas, logo que teve poucos novatos, mas esse foi o momento de conhecer algumas pessoas que já estavam conosco há dois anos, mas que pareciam novatos ainda e isso foi bom. Ou melhor, conhecer todos daquela sala foi muito bom, o pessoal foi muito gente fina nesse ano.
É isso, o legal de você sair da escola é que você deixa de ser um refém da escola em matéria de notas, recuperação, trabalhos e essas chatices, mas o chato é perder o contato diário com os amigos, com a zoação, com alguns professores e por aí vai, mas eu acho que uma coisa equilibra a outra. A escola me torturava, e só de ver o meu irmão tendo problemas nos problemas (quanta redundância) de química do primeiro ano eu já fico feliz de ter saído da escola apesar de ter pagado um preço.
É isso. Um pequeno texto para longos três anos!


